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Mostrando postagens de dezembro, 2013
DES (XXI) FAZENDO Os ratos saem dos esgotos Como crianças saem de úteros Semelhante a homens desejando boas posições;             Um            lugar          no                   mundo!                Os Poetas devem sair do meio da sociedade Para enxertarem-se nela Apontando sobre o Amor aos homens  E                                           mulheres Que andam tão perto uns dos outros em Todas as idades                             que não dão  Tempo para            conhecerem-se        deveras Tudo é fingimento! Mas o poeta não pode Viver apenas de ideai...
Imagem e Semelhança Eu vejo um ser refletindo-se no espelho Esse ser me segue pelas ruas Insiste em aparecer quando passo                                                     [pelos carros Ontem ele apareceu a mim no rio Eu estava a contemplar as belezas que                                                                          [conseguia notar E quando baixei a cabeçar lá estava ele                                                                          [a me fitar Como ...
Uma sova da Poesia Coloquei-me num ringue: Um, dois, três jabs nas minhas ventas Meu rosto foi bem para trás, Tanto que, o meu nariz apontou                                                 [meio-dia; após Uma cruzado de esquerda seguido Por um gancho de direita, meu corpo... Ergueu-se do chão quase pairando                                                            [no ar Até que eu viesse a cair De repente, um juiz meteu-se no meio; A contagem chegou ao número oito, Ergui-me, debalde (em vão) Do outro lado com socos pesados: A Poesia estava me acertando Resisti até onde deu, abri a guarda E de novo voei, de novo o juiz... A contagem foi até dez; perdi! Eu lutava contra a Poe...
Nostalgia de tempos não vividos Hoje o dia amanheceu muito calmo - é segunda. Acordei aos sons do Djavan e do Chico  É muito esquisito, mas quando eu ouço Esses sons de outrora, o meu peito se infla Sobremaneira e o meu corpo é tomado                                                                   [pela saudade Mas que saudade ? Esses sons tocavam quando os meus pais Eram adolescente se não crianças... Quando não tinham de forma nenhuma Como pensar em'inha existência Quem sabe os poetas e os músicos Estejam de alguma forma interligados Qual os membros de um corpo, porém                                               [mentalmente;           ...
A EXPANSÃO (o desabafo) Tenho andado muito triste Com vontade de chorar mui copiosamente, Mas eu não choro, nem imploro... Só me pergunto: "Por quê?" Achando-me todo-tão impotente, alquebrado... Meus pensamentos nem consigo colocá-los                                                        [em ordem Percebo que estou muito puto - não quero Escrever sobre o amor (Parei de escrever estes versos na madrugada de ontem, 28/11/2013). Madrugada de hoje, 29/11/2013: Aquele sentimento de ontem me foi mui                                                                         [sinistro Senti-me muito menor do que sou, Menor do que aquelapessoa - q...
Hoje acordei com uma nostalgia um tanto estranha. Acordei pensando num amigo de quando eu devia ter uns 15 anos. O nome dele era Saulo. Saulo era considerado louco por todos, embora eu não o visse assim. Nos conhecemos jogando juntos em lan houses (estavam tão em voga à época). Ele era um gótico declarado: pintava os olhos, as unhas, vestia-se de luto. Saulo tinha problemas como todos os adolescentes têm. Mas apesar de ser estereotipado de louco, retardado, doidão... Ele vencia tudo sempre com um sorriso no rosto, ele sorria muito freneticamente, muito agitado; se a gargalhada dele não te contagiasse te deixava irritado. Ele costumava ajudar os outros com os  problemas deles - fiquei sabendo algum tempo depois -, com certeza ele devia ser bom nisso. Pois os verdadeiros sofredores sempre acabam ajudando aqueles que sofrem superficialmente, mas fazem o maior barulho, mesmo que nunca tenham deveras sofrido! Um dia acordei, era um dia comum, um dia qualquer. Saí de casa. Fui para uma...