A incapacidade da expressão ao falar E o ápice de exprimir-se ao escrever Aqui me detratando em pensamento, Meu ser, parece duvidar-se de mim; Pareço deveras desazado, às vezes Tento me expressar, mas... Parece que uma muralha me impede, Não lembro quem a construiu, ou Se já estava ali quando aqui me cheguei Dentro de mim, um forte, um castelo Sem rei, apenas uma pequena vanguarda O guarda, o inimigo às vezes é forte, mas perde A muralha me impede de contemplar o outro lado; Porém, dentro do meu forte, sou forte; Não vejo a hora de me coroar rei; e poder Expressar-me bem e conhecer além da muralha. dos Silva e Santos
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Mostrando postagens de julho, 2012
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PÁTRIA AMADA BRASIL Me pego num caracol sustentado por um ponto E minhas cogitações me carregam ao teu encontro Seus amplexos como âmbito, são minha Paragem por amiúde, sou um homem andejo A todo lugar eu vou, ecúmeno ou não, eu vou; Passo por sendas deveras estreitas e há Sempre caminhos muito latos, fito-os e passo Pois nestes habitam os ladravazes, sejam ladrões de Haveres ou de vidas e muitos ainda caem Em suas monótonas insídias, como ratos; E por mais que haja beleza alhures, aqui ao Teu lado também há, não importa quantas Vezes eu vá para lá, é aquém que eu quero Ficar; aqui me sinto escapo, um piá em brenha. dos Silva e Santos
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As ovelhas não estão perdidas A prole dos homens há de extinguir-se Sem que outros seres precisem intervir Não diretamente, apenas os exortarão, com Enormes setas que os atingirão no âmago E estes gravemente feridos, perderão a sua Essência, o amor; e um Pastor usando sua Avena, chamar-vos-á, e os seus pequenos Cordeiros não mais sofrerão, tampouco precisarão Fugir das garras do lobo faminto, que com Mui astúcia sempre nos espreitou, em vão Destarte, quando o Um cordeiro, guiar-nos até onde Está o Pastor, e quando a cancela fechar-se, não Mais haverá dor e os cordeiros haverão de ser Perante o seu Amo, gratos, para toda a eternidade. dos Silva e Santos
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PUERÍCIA Passou distante, aproximou-se e ficou perspícuo Eu pensava não ser mais possível sentir tal Nostalgia, sentir-me criança outra vez, estro Minha memória trouxe através de lembrança Nunca eu fui pérfido, falaz ou astuto, desta Classe não quis participar, quando petiz Incontáveis sovas de minha mãe recebi, Talvez, por conta de minhas várias estripulias O que eu gostava era mesmo de correr, corria como O mensageiro dos deuses, isso é, áptero nos pés E às vezes ia até outros mundos mesmo estático Tinha o dom de ser criança, puro como a linfa, ora Tais lembranças me fazem quem sou deveras; e Se algum atavismo em mim brilhar que seja silente. dos Silva e Santos
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Um outro olhar Nos campos do Oriente Médio, paira a Calmaria, e quando é cessada, o vento Traz consigo aviões bélicos, aquele povo Preferiria ver miragens, do que essa realidade. O plenilúnio parece tão vazio, pois, No bugalho dos seus olhos, esse nunca Reflete, mas o martírio é sempre tão Claro que não há, véu que o oculte. E enquanto um petiz chuta a pelota De um lado para o outro, acaba Recebendo um beijo funesto bélico. Outros jovens, enviados como armas, por Uma velhada que os ludibria, enganados Por sandice da idade, também nunca tornam à penates. dos Silva e Santos
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Onírico Manhã, surgindo vinha o dia, sentei-me; Na frente de uma casa e olhando o céu, eu Buscava inspiração; foi quando se abriu Diante dos meus olhos uma porta; uma senhora De lá saiu, ela era bela, um comichão se Apossou de minha mão, mas quando vi, Duas crianças também de lá saíram e Fiquei a observá-las, brincando felizes. Quando outro comichão preencheu o meu Coração, saudade da infância, mas naquele Momento, eu estava nela, quando dei por mim. Era menino, larguei minhas cãs de adulto que Ali nenhuma valia tinham, e enquanto ali Trinavam os pássaros eu cevava à inspiração. dos Silva e Santos
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À noite Um ser notívago vagueia, seja com as Suas plantas, ou com o seu pensar Voa nas asas dos morcegos, um conde Nas lendas, malévolo, mas este é apenas só A solitude que como um larápio, rouba-o; À noite o sono, abraçando-o como uma vaga Num mar infindo, onda essa que levanta-o Como um ascensor de pensamentos, bons; Há pessoas que ao verem a grande onda Se deixam afogar, a despeito de saberem nadar. Não podemos condescender assim... Vagalhão Tu podes até roubar por amiúde, o meu sono; Mas tu nunca conseguirás me roubar... Os sonhos, que me dão o fôlego de continuar. dos Silva e Santos
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BUCÓLICO O último arfar da borboleta, nenhum trabalho Lavor parecerá tão infindável, suspiro algum Lhe tirará a glória, por último que seja, Nem estrela alguma há de se mostrar tão mortiça. A sutileza que se transforma em tristeza, a Paz que traz inveja à guerra; seja um Portal ou uma simples portinhola, por mais Que um povaréu os veja, não entenderão. Esta beleza não é típica nem atípica, pois Eis uma beleza intrínseca, nas asas, nos olhos E antenas, não um prélio, sim endeusamento. Nós filhos de Adão recebemos prédicas, mas Fazemos triagens que nos deixam à garra, e Por isso, este arfar para nós é inefável; é profusão. dos Silva e Santos