BUCÓLICO

O último arfar da borboleta, nenhum trabalho
Lavor parecerá tão infindável, suspiro algum
Lhe tirará a glória, por último que seja,
Nem estrela alguma há de se mostrar tão mortiça.

A sutileza que se transforma em tristeza, a
Paz que traz inveja à guerra; seja um
Portal ou uma simples portinhola, por mais
Que um povaréu os veja, não entenderão.

Esta beleza não é típica nem atípica, pois
Eis uma beleza intrínseca, nas asas, nos olhos
E antenas, não um prélio, sim endeusamento.

Nós filhos de Adão recebemos prédicas, mas
Fazemos triagens que nos deixam à garra, e
Por isso, este arfar para nós é inefável; é profusão.

                                                       dos Silva e Santos


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