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Mostrando postagens de janeiro, 2013
Não mate os seus sonhos, tampouco os de outrem Há um dançarino nato Mas só o que a plateia vê É sombra (a cortina está fechada), e o dançarino ouve Aplausos, muito baixos, e também Críticas que soam tão alto ao Ponto de tornarem-se ensurdecedoras Porém, quando o dançarino aprende A desatar as cordas; abrem-se as Cortinas, e todos veem o dançarino Mas não compreendem como este faz Tais movimentos com o seu corpo humano É algo que eles não podem compreender, -inteligir; Apenas sentir, sobem ao palco, frustram-se Não conseguem fazer de modo algum, o que Faz o bailarino, irritados e abismados Deixam o teatro, como homens das cavernas; brutos Lá fora reúnem-se para atear fogo no teatro E assistem a todo o espetáculo, são vis; E pensam: “Nos livramos do que não podíamos Compreender, da verdade, do bailarino" Mais à frente haverão de descobrir, que Todo ser carrega em si um bailarino. Silva dos Santos, WENDLEY