Não mate os seus sonhos, tampouco os de outrem

Há um dançarino nato
Mas só o que a plateia vê
É sombra (a cortina está fechada), e o dançarino ouve
Aplausos, muito baixos, e também
Críticas que soam tão alto ao
Ponto de tornarem-se ensurdecedoras

Porém, quando o dançarino aprende
A desatar as cordas; abrem-se as
Cortinas, e todos veem o dançarino
Mas não compreendem como este faz
Tais movimentos com o seu corpo humano

É algo que eles não podem compreender, -inteligir;
Apenas sentir, sobem ao palco, frustram-se
Não conseguem fazer de modo algum, o que
Faz o bailarino, irritados e abismados
Deixam o teatro, como homens das cavernas; brutos

Lá fora reúnem-se para atear fogo no teatro
E assistem a todo o espetáculo, são vis;
E pensam: “Nos livramos do que não podíamos
Compreender, da verdade, do bailarino"

Mais à frente haverão de descobrir, que
Todo ser carrega em si um bailarino.

Silva dos Santos, WENDLEY

Comentários

Um dos problemas mais sérios no interior do ser humano, é querer matar o que há de diferente no outro humano, esquecendo-se de ele no cerne do seu ser, também é diferente!

A diferença nos dá oportunidades de aprender, de uma forma que talvez, não tenhamos conseguido, do nosso "jeito".

Sucesso.

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