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Mostrando postagens de abril, 2015
ENTÃO AS LÂMPADAS APAGAM-SE Os meus dias se resumem A noite em bordéis E dias fingindo resfriados Que não cessam pois O nariz está sempre trabalhando Pelas noites em vigilância Dos corpos nus das garotas de programa Que abrem os seus braços Em abraços como se suplicassem Por ajuda ou uma breve salvação. E as nossas vidas tão incertas Enchem-se de certezas Quando nossos corpos nus Chocam-se violentamente Refletindo o suor na penumbra Como estrelas brilhando Rumo à eternidade. Então as lâmpadas Apagam-se entristecidas ao ver Que o nosso fogo é mais belo Que qualquer luz já criada Por mãos humanas Que na verdade Não refletem brilho Nem um. WENDLEY SILVA DOS SANTOS
NÃO É AINDA O FIM! Enquanto estes homens modernos Constroem prédios e fortuna Com o suor de homens E mulheres que deveriam Ser livres E que vão espremendo-se Cada vez mais dentro Das modernas cidades Com seus hospitais, ônibus e metrôs públicos Todos lotados aos pedaços. Cidades cheias de pessoas Que só têm como cama O áspero chão e que usam Como lençóis pedaços de papelão Papelão de algum produto alimentício Que ora pousa sobre a sua mesa E talvez a parte que não Desejar comer chegue Até aquele estômago Em forma de lixo. Como é dolorido para quem Ainda tem humanidade-pensante - MÍNIMA QUE SEJA - Ver que estas cenas "modernas" Não são mais que replays  Pressionados por pessoas Que não dormem pensando Em enriquecer e assim Não deixam que os outros Durmam bem. Cidades lotadas de mortais Que despertam antes que Apolo Comece a mostrar-se no oriente Com a sua eterna coroa Ornada com infinitos raios de luz. Enquanto mães oram a Deus Para qu...