NÃO É AINDA O FIM!

Enquanto estes homens modernos
Constroem prédios e fortuna
Com o suor de homens
E mulheres que deveriam
Ser livres
E que vão espremendo-se
Cada vez mais dentro
Das modernas cidades
Com seus hospitais, ônibus e metrôs públicos
Todos lotados aos pedaços.

Cidades cheias de pessoas
Que só têm como cama
O áspero chão e que usam
Como lençóis pedaços de papelão
Papelão de algum produto alimentício
Que ora pousa sobre a sua mesa
E talvez a parte que não
Desejar comer chegue
Até aquele estômago
Em forma de lixo.

Como é dolorido para quem
Ainda tem humanidade-pensante
- MÍNIMA QUE SEJA -
Ver que estas cenas "modernas"
Não são mais que replays 
Pressionados por pessoas
Que não dormem pensando
Em enriquecer e assim
Não deixam que os outros
Durmam bem.

Cidades lotadas de mortais
Que despertam antes que Apolo
Comece a mostrar-se no oriente
Com a sua eterna coroa
Ornada com infinitos raios de luz.

Enquanto mães oram a Deus
Para que os seus filhos não tombem
Ao virar na próxima esquina.

E nos finais das tardes quentes
Da minha cidade
Quando a carruagem de Apolo
Vai deixando seu rastro carmesim
Para trás e colorindo todo o céu
Eu penso:
"O fim deste dia, não é ainda o fim!"

WENDLEY SILVA DOS SANTOS

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