NOITES NOS CAMPOS DA CIDADE E naquelas noites Olhando ao redor Pensávamos que A vida estava Batendo apenas Em nossos peitos E dentro das infinitas Noites com os olhos Completamente embriagados De bebidas alcoólicas E irresistivéis brumas Que eram compradas Em embalagens coloridas Ou em cápsulas Que lembravam dentes De vampiros. E realmente eram Quais vampiros Sugando-nos o sangue A carne os ossos A calma e a alegria. Mas existia sempre SEMPRE SEMPRE ETERNAMENTE SEMPRE UM BREVE MOMENTO EM QUE OS DEUSES VINHAM BEIJAR-NOS OS PÉS COM SUAS BOCAS DOCES ABRAÇANDO-NOS COMO SE NÓS FÔSSEMOS ADORADOS E NÃO ADORADORES SIM! TODOS ELES VIAM AOS TEMPLOS DOS NOSSOS CORPOS E DELEITAVAM-SE AO SOM DE MÚSICAS INTRUMENTAIS OU SENTIMENTAIS Porém As noites acabavam As brumas evaporavam Ao calor dos dias E a forte ressaca Vinha bater na porta De nossos crânios Logo de manhã. E nós éramos apenas Anjos Cansados E presos em Corpos humanos Mas não sabíamos voa...
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Mostrando postagens de agosto, 2015