pelo o que obrei em toda a minha vida? por que motivo causa razão ou circunstância ousei levantar o meu crânio como fosse um girassol oxidado contra a fuligem dos dias? e por que deixei que o meu coração solitário choramingasse lenta e pa- ciente- -mente! na caverna óssea do peito? somente para escrever um poema a mais? Não! não... eu estando aqui ou não inevitavelmente os poemas viriam a Poesia encarregaria um outro ser ...
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Mostrando postagens de novembro, 2019
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Os idiotas não se desesperam... enquanto os meus ossos fremem ou tremem num tipo de inquietação infantil... pois quanto mais naufrago nos dias nos anos no tempo na vida quanto mais a fuligem dos dias se deposita sobre a cal dos meus ossos quanto mais sei que "tudo dói" mais a frase-pensamento-poema-estrofe- -diadema-verdade-pessoal-universal que trago no antro do crânio escrita por Roberto Piva se destaca como um letreiro descomunal em cor vermelho-vermelho na noite da minha vida que diz: ...
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quando minha mão de poeta desabrochou na ponta hasteada do meu braço mudei para sempre o ritmo do meu passo e fiz da noite que desde criança foi minha namorada a minha própria morada. eu que imerso nos charcos e nas solidões pantanosas da vida coaxei com os sapos guardei o cintilar das estrelas na imensidão de meus grandes olhos e adquiri a sabedoria da boca adunca de corujas misteriosas. a noite que sempre foi o manto onde naufrago o meu pranto. a Noite que durante o dia misteriosa e silenciosa me aguarda do outro lado do globo jamais me abandonará ao deus-dará. tampouco a Solidão qu...