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Mostrando postagens de junho, 2012
                       Sem título Um quinhão de mim perdido está, Querendo fazer as coisas de afogadilho Na incerteza, encho-me de estranhas cogitações, Mas vejo que há um mau conúbio nisto. Percebo que naquele comenos fui estouvado; Ouço trenos que por um motivo, regozijam-me Ah! Nostalgia, trazes-me de volta; são. Expurgas-me, lavas-me, limpas-me a mente E minha gorja grita em silêncio; ansiando Que eu transmita, paradoxos, mas são belos                                                  [Pensamentos. Vesano seria se eu os dissesse, por isso pego a greda E me pego conversando com vários verbos, Dizem-me o que pensam, dizem-me que Se eu souber usá-los muitos se libertarão.                                 ...
APRENDER A AMAR Sinto-me afogado sem água nos pulmões, O que me afoga não é a linfa, mas sim A sua ausência que me fez descobrir o meu Labor e agora me deixou, ao léu, à garra. Agarras com desvelo tudo àquilo que não                                                               [Presta Serve apenas para inclinar-te ao malogro                                                          ...
DISSIMULADA Intrigou o meu ser, por inteiro... e Calou-me, quando eu pensava ter...                              [Não tinha palavras Verme me tornei naquele comenos Fonemas simples e desajeitados fazendo Naquele momento escárnio de mim, Desdenhando-me, fazendo-me atrofiar                                [O que me fazia andar E se vaga-lumes falassem, ali, o fariam Mais alto do que eu; arfei em meu pensar: -Talvez uma eiva, por conta de coisas pessoais Descorçoou-me, mas pensei: Deve ser algum Amavio, de mulher, para se parecer com Uma carnívora, mas ela deveras é helianto.                           ...
Para mães que perderam os filhos em guerras Que haja exuberância de amor enquanto homens guerreiam por um pouco de terra ou fósseis para que logo eles acordem e acabem com o prélio. Para que mães durmam em paz e para que não precisem ler'em epitáfios sobre os corpos de seus filhos. Para que mães não precisem lembrarem-se de que os últimos gestos de sua prole foram ademanes que diziam: Adeus! Um perpétuo adeus.                                           dos Silva e Santos
PARADIGMA Quando nós homens sublunares observamos O páramo, sem notar que este também está A nos observar e que vivemos ao léu, neste Âmbito Terra, o lar do homem desde outrora. Que o alvor só vem todos os dias para, Lembrar-nos que, o anilado céu ainda está lá com Nuvens alvacentas fazendo o seu labor. Contudo, poucos homens conseguem notar tal Profusão, mesmo que diária e pudera, pois Preocupam-se com farpelas, estar no trinque O atual paradigma é o que para eles interessa. Estão faltos da verdade, seus armários estão a Formigar e seus corações vacantes; e estes Nunca haverão o saber real da palavra: cerúleo.                                                                             dos Silva e Santos
                             Sem título Controlam a luz que somente entra; Dilatam-se, conforme o que sente o ente, Certos homens dizem que cada qual é única, Quais ?                                                        [Íris são São árvore e flor e também são linhas que De forma sublime parecem segurar e segurarem-se Neste eixo, dando-lhe o ar de total singularidade. O bugalho, o galho, a árvore e a flor; cujos Recebem o mesmo substantivo, um é vivo, Mas ambos estão no que o são: seres vivos. Membranas ou flores; ambas são flores, pois são Ambas belas, podemos trazê-las nos olhos ou No punho cerrado, íris, belas por conta de Deus.                                   ...
              A coluna culminante Uma casa cheia de talantes, um homem; Vontades essas que o mantém de pé, são Colunas; é destarte que vai se criando um Homem e longe do mesmo vai sendo. Criada, Ela, a coluna principal,  esta que Chega de maneira augusta para então Preencher sua lacuna, porque consentânea é                                                            [a ele. Muitos podem desejá-la, cobiçá-la, almejá-la, Não obstante, serão apenas viajantes, nautas; Comuns, pois a um argonauta esta amará.                                   [Não por sua petulância Mas sim, porque de maneira inexplicável Grita do meio de seu seio: "Tal homem é seu par."   ...
                             PERFEITO Quando me inspira o coração, fazendo-me Pensar, logo me leva a escrever o que está Fito em meu ser; das coisas belas, poetas Sempre bem absortos, versejam o que veem. Paisagens belas, animais, flores; fauna e flora, Descrevem minuciosamente, o que muitos Homens deveras não veem, atinar para Transmitir e exprimir também o qu'é inefável. Um dom singular, outros têm; mas cada um Com o seu talante, porque vejo que muitos Fitam as mesmas coisas, mas não transmitem. Destarte, a única semelhança que realmente vejo Entre Estes, é que: "Toda vez ao descreverem uma                               [Donzela há um elo que os une."                                             ...