Poema inspirado na frase" Sua boca era um pássaro escarlate".

Lábios ígneos

Nunca! Eu vira um tom rubro ficar tão aceso,
Entretanto, nos seus lábios são como o fogo;
São como Marte, como a lava
Que põe sob o seu jugo tudo o que beija

Tão grande é o poder dessas asas
Que são capazes de suscitar o mais entristado ser
A içar  um voo repleto de transporte
Que semelhante não há em outro, senão nelas

São lábios como esses que prendem o poeta
                                                [num laço de fita
No tempo infinito dos versos que ciosos crepitam
Pedindo: Torne-nos imortais; pois não é sábio
                            [deixar-nos sucumbir no tempo

Disseram-me: "O poeta descreve o que o homem vivencia,
Mas que poucos conseguem alcançar"

Compreendo isso, pois quiça: nem o homem que
Vier a amá-la deveras possa perceber tal profusão.


                                                      Silva dos Santos

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