(XXI) UMA LOUCURA SÃ
O ônibus veio e parou
Subi degrau por degrau
Quase tomei um susto: no voltante um
Motorista louco a soltar frases sem sentido
E todos que entravam espantavam-se
A cada parada: à entrada de novos passageiros
A mesma frase louca soava
Depois: sentado, fiquei a contemplar a loucura (idêntica)
D'alguns recente chegados passageiros
Que não por acaso soltavam
A mesma louca frase
E o louco não liga para o cansaço
Por isso o motorista não cansava
Mas (naquele momento) cheguei a conclusão: INFELIZMENTE:
À tarde ele tornar-se-á são;
Entretanto: FELIZMENTE:
A aurora voltará amanhã
E o motorista foi soltando a frase
E só parou quando o Sol
Alcançou o meio-dia no relógio
Que deixava naquela plena manhã
Que soltasse a louca frase (repetidas vezes):
BOM DIA!
SARÇA dos Silva e Santos
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