Sangra o céu e o homem
O dia amanheceu e eu ali vestido
pelas paredes não podia ver o céu
Decidi abrir a porta trivialmente
Para enxergar o mar azul do céu
Porém eu não contava com tal cor:
O céu estava num tom hemorrágico
Sangrava como o homem na esquina
Atingido por uma bala perdida
E para aproveitar bem o momento
Tornei-me um ser hematófago
E bebi daquela manhã por inteiro
E depois me tornei um antropófago
Para que pudesse comer a carne do
Morto da esquina no jornal da manhã.
SARÇA, dos Silva e Santos
SARÇA, dos Silva e Santos
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