(XXI) Pensamentos/Fatos -Elas daqui não sabem, mas aqui Amada, são muito amadas (Algumas não se valorizam) Lá algumas moças são decapitadas (Não lhes respeitam); Elas não querem saber sobre calçados caros, celulares, motos, carros... Querem apenas serem felizes num raro dia (Nunca hão de ser enquanto lá! Será ?). -Ô, meu querido! Cada Pátria dá um alimento diferente aos seus pequeninos (Um estereótipo) Lá as mulheres aprenderam a serem mulheres, mas os homens, infelizmente, Esqueceram-se que são homens: humanos... Dão-se tiros, como meninos Matando ratos e alguns pássaros com os seus bodoques, Lá os pequenos atiram em pessoas com os SEUS fuzis (Nunca badoques, NUNCA!) Mas os adultos não chegam a dizer que as balas também perfuram os seus pequenos corpos, e morrem. -Amada lá as mulheres saem, às ruas, com talares Aqui se vão à rua vão quase nuas... As moças de lá fogem dos veículos, TODOS DE GUERRA! As daqui os procuram, como se fossem um laur...
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Mostrando postagens de agosto, 2013
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(XXI) Velhos, não sintam inveja dos jovens Porque um dia também foram jovens Jovens, não desprezais os mais velhos Pois um dia também sereis velhos Vivos, não tirais vossas já efêmeras vidas Deixem-nas já intactas, pois mesmo Que ninguém as toque, elas já se acabam Mãos! Mesmo que todos as lavem Como quem tem TOC , tornar-se-ão De novo sujas, porque são humanas mãos Penso em Deus: se eu pudesse salvaria A todos, mas no momento não salvo A mim mesmo, sou vil, ignóbil, Abjeto... mais até que qualquer mero objeto Jovens, velhos, vivos, "mortos"... Leiam, Leiam mais, com a mesma contumácia Que usam para tentar ascender socialmente Pois se um dia deparardes-vos com alguma Esfinge, e ela vos fizer a mesma indagação Que fizera a Édipo, decerto não morrereis. ...
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(XXI) Lá no Brasil Lá fora os cachorros ladram Aqui os eletrodomésticos, ligados, barulham; Anteontem um bairro foi alagado, às cinco da manhã, Uns pensavam fosse enxurrada, furação... Foi uma simples adutora que do chão Rompera como um gêiser, feito pelo homem, E o homem nessas horas vê-se ínfimo Ante o poder da natureza, imane; A água que do chão jorrou destruiu casas, Assolou móveis e imóveis, isso tanto faz; Mas, infelizmente, ainda, o ocorrido fez com Que uma criança ficasse sob escombros A pequena foi levada ao hospital arfando, Só saiu de lá sem ar, com os seus Familiares em prantos a notícia foi ao ar: A criança, negra, tinha seus pequenos três anos, [ora, a verão no féretro Lá fora uns rapazes da minha idade Assaltam, matam e eu aqui traduzo Este poema sujo, estou...
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(XXI) Naquela manhã, fiquei a contemplar As casas altas daquela rua; Um carro tão grande parado À frente duma daquelas casas (essa era baixa) Não consigo entender o porquê, mas Àquela enorme máquina trouxe-me Em forma de pensamento o Electra II, Àquele enorme possante me lembrou O poema de Gullar, dei-me conta que Por mais que ele seja de tão grã valia Ao seu dono terminará seu dias [num ferro-velho Vi uns insetos em revoada, num voo Tão simples, voavam de uma guisa Imperfeita, feia, mas aind'assim À minha frente furavam a parede de ar Como se quisessem dizer: "O nosso voo Pode até ser rústico, mas e tu humano, Por um acaso podes tu voar?" Depois voei: No mundo há muita gritaria Ultimamente, são manchete em todos Os jornais, lá no Oriente as forças Endógena...