Lá vem a (XXI) Chuva-ácida

Maldito Tempo! Que em meu rosto
Vem deitar as suas gotas, gotas essas
Como da chuva-ácida, corroendo-me 
                                    [paulatinamente
Mas que de certa forma me expurgam
Sem que eu atine, mata-me para que
De certa forma eu renasça

Ah, Tempo! Por que suas gotas são ácidas ?
Sei que tais marcas tanto me doem
E incessantemente me queixo;

Nessa presunção me esqueço...
Que tais gotas tu deitas em todos os mortais
Até que os corroa inteiramente, e
Que de quando em quando, ainda, traz
Infortúnios dez mil vezes piores que os meus
A esses outros, vem com gosto de morte, de acidentes,
Amputações: às vezes, penso que a Morte tropeça
E que tragicamente sega um fruto de forma
                                                    [errônea
Há tantos jovens a morrer (jovens) neste tempo
FEMININO E MASCULINO

Alfim: Eu morro, tu morres, ele/ela morre
Nós morremos, vós morreis, eles/elas morrem.


                                          Sarça dos Silva e Santos

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