Vendo-se por fora Um homem sentado num ônibus Num banco feito para dois; Do seu lado apenas o vazio Que parece refletir o que há no seu peito Aquele homem olha pela janela Como se os seus olhos enxergassem além De todos aqueles concretos que veem, Como se vislumbrassem após o agora [por sobre os muros Todos que o veem (com os olhos), passam [olhando-o com desdém...
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Mostrando postagens de novembro, 2013
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Há! Poemas! Há poemas que são qual desfibrilador Tiram-nos do torpor, trazendo-nos de volta [à vida Há poemas que são como choque de [água viva E que só percebemos através do susto; Há sempre poemas nos espreitando Como monstros atrás do arbusto Penso em Florbela: quantos corações será Que até nos dias de hoje essa F...