Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2013
Vendo-se por fora Um homem sentado num ônibus Num banco feito para dois; Do seu lado apenas o vazio Que parece refletir o que há no seu peito Aquele homem olha pela janela Como se os seus olhos enxergassem além De todos aqueles concretos que veem, Como se vislumbrassem após o agora                                                      [por sobre os muros Todos que o veem (com os olhos), passam                                                   [olhando-o com desdém...
Há! Poemas! Há poemas  que são qual desfibrilador Tiram-nos do torpor, trazendo-nos de volta                                                        [à vida Há poemas que são como choque de                                                          [água viva E que só percebemos através do susto; Há sempre poemas nos espreitando Como monstros atrás do arbusto Penso em Florbela: quantos corações será Que até nos dias de hoje essa F...
Eu me visito Deitado em meu catre -fechei os olhos. Ao abri-los tudo estava a girar Numa vertigem louca -fechei de novo os olhos Quando descerrei quem girava era eu Dentro do cômodo, do tempo, fora de                                                                 [mim De repente, um ponteiro humano pairando                                                                ...