Eis Que Ela Aparece e Brilha
Então aqueles seus cabelos loiros e
Curtos pareciam
Ter todo o poder para
Fazer homens usarem suas
Bombas atômicas
E suas flácidas almas
Que habitavam entre as
Suas efêmeras pernas.
Aquele sinal em suas costas mais
Parecia um botão
Pedindo para então ser pressionado
E tudo acabaria:
A desordem cinza do maldito dia
A dor na planta dos meus pés
Meu olhar cansado
Seu sorriso forçado.
Se eu fosse
O seu servo
Eu serviria amor para dentro
Do seu níveo corpo
Todos os dias e noites:
Faríamos amor com a alma
No meio da rua
Nas praças
Em cima das árvores
Dos carros
E fazendo amor com a alma
Ninguém nos importunaria
Nos veria...
Mas não nesta noite
Não nesta noite
Nesta noite sou
Apenas mais um bêbado
Escrevendo (pensando) este poema
Enquanto ela se balança
Como se um anjo lhe guiasse
Levemente
Pelos ombros
E ela está
Com o seu copo de cerveja
Bem na minha frente.
dos Silva e Santos
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