APENAS UM TRAGO

UM HOMEM sentou-se num banco de um bar
Olhou para ambos os lados
Encostando um dos braços sobre a bancada e
Com uma voz enrouquecida
Pediu uma cachaça:
- Pura, por favor!

Retirou o papel celofane
Da carteira de cigarros
Recém comprada
Levou um dos cigarro aos lábios
Acendendo-o como um autômato sem vida
Mas a brasa lhe trazia de volta.

Escondeu-se entre a fumaça
E essa era densamente
Mais viva que ele
Mais leve mais livre
Apenas um trago
É o suficiente!
Pensou...
Apagando o cigarro
Que lhe tirava e dava mais vida.

WENDLEY SILVA DOS SANTOS



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