A MUSA INFERNAL
Na diafaneidade de tuas unhas
comprimias-me o meu coração
como sádica harpia
eu cativo de tuas mãos
qual fantoche ia de um
lado a outro conforme
tua vontade corrompida!
Apresentou-me a luxúria de
teus peitos: pomos de dourada cor.
Levou-me de maneira meiga a
naufragar em tuas entranhas
acolheu-me em teu regaço como
eu fosse um monstruoso parto
acariciou-me e acalmou-me
com um sorriso torpe na obscuridade
de teu quarto, Musa Infernal!
A pureza que de mim roubaste (tu)
devoraste-a como se sozinha fosses um bando
de ferozes feras e deveras eras!
nesse dia assisti o meu próprio ocaso suceder.
Não obstante: vi a musa bela e dourada
dos infernos coroar-me
a fronte com o diadema de poeta!
Na diafaneidade de tuas unhas
comprimias-me o meu coração
como sádica harpia
eu cativo de tuas mãos
qual fantoche ia de um
lado a outro conforme
tua vontade corrompida!
Apresentou-me a luxúria de
teus peitos: pomos de dourada cor.
Levou-me de maneira meiga a
naufragar em tuas entranhas
acolheu-me em teu regaço como
eu fosse um monstruoso parto
acariciou-me e acalmou-me
com um sorriso torpe na obscuridade
de teu quarto, Musa Infernal!
A pureza que de mim roubaste (tu)
devoraste-a como se sozinha fosses um bando
de ferozes feras e deveras eras!
nesse dia assisti o meu próprio ocaso suceder.
Não obstante: vi a musa bela e dourada
dos infernos coroar-me
a fronte com o diadema de poeta!
Comentários