O POEMA OCO

Suas virgens vertigens
que circulam em torno
do nada e são como asas
rubras que se banharam em sangue
e voam para longe onde
as flores ainda conversam entre si
e a paisagem devoluta as acolhe
essas asas põem-se a beijar os lírios puros
osculam o auge das montanhas onde
se derramam frágeis raios de sol
vão deixando o rastro carmesim
como fossem um hemorrágico
que pela boca expele o sangue
mas ainda assim essas asas voam
em direção ao sol e mancham-se
como mariposas ápteras em sem arrebol.

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