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Mostrando postagens de abril, 2019
SOBRE UM OUTRO DOMINGO Naquela tarde a vida estava desvanecendo de minhas veias O sol se escondera por detrás de nuvens sombrias E a tristeza gotejava da calha das casas em forma de chuva. Era Páscoa!
Para MARY SHELLEY Preciso ir conversar com a musa morta sob a luz branda das estrelas onde esteve sentada contemplando as árvores mortas fulminadas por descargas atmosféricas hei de me sentar ao redor de fogueiras para ouvir histórias fantasmagóricas e ler livros sob a luz de velas em sua companhia como amantes que pertencem a continentes e tempos diferentes preciso ir riscar a brancura de sua tez com o abismo de meus dedos negros penetrar e inocular filhos no seu útero agora inexistente porém muito mais profundo fértil e misterioso do que estes que caminham por aí.                           É tão estranho que estando vivo                           me sinta morto                           e estando morto sinta                   ...
o desconhecido é terra fértil onde sentado bebo de meu cantil após árduas horas de trabalho pensante volto cansado como volta o errante mas regresso com um punhado de luz em uma das mãos e escavo a terra com a outra e planto a rútila semente e parto novamente para o retiro na multidão e continuo insistentemente a pensar  penso na luz que se erguerá da terra  porque ousei cavar onde quase ninguém ousa penso no lume que obtive mendigando das estrelas que se erigirá como um novo sol onde antes nada havia passo dias e noites a pensar parindo frutos no Imaginário.
O SOL DESPEDAÇADO                                      tudo nas manhãs de   outrora fizesse sol ou chuva era                  demasiado belo   pois naquele tempo                podia fitar dentro de teus negros olhos que              eram qual uma noite                                      desprovida d’estrelas tua pele              ...