o desconhecido é terra fértil
onde sentado bebo de meu cantil
após árduas horas de trabalho pensante
volto cansado como volta o errante
mas regresso com um punhado de luz
em uma das mãos e escavo a terra
com a outra e planto a rútila semente
e parto novamente para o retiro na multidão
e continuo insistentemente a pensar
penso na luz que se erguerá da terra
porque ousei cavar onde quase ninguém ousa
penso no lume que obtive mendigando das estrelas
que se erigirá como um novo sol onde antes nada havia
passo dias e noites a pensar parindo frutos no Imaginário.
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