Os meus sentimentos estão
sempre à flor da pele
e agora melhor do que nunca
sei que não há cura
para a minha loucura.
No entanto prossigo
entornando o cálice vermelho
da vida para sentir
a própria vida em mim
mesmo que quase nunca
ela me traga um gosto
de doçura. Na minha vida há
em grande abundância e
com certa insistência
um saboroso gosto de amargura.

Entornai, ó cálice da vida,
sobre a minha própria vida.
Arrebentai a cela que guarda
em seu interior toda a minha poesia.

Transbordai, ó cálice belo e horrendo!
pois quanto maior a dose da dor
melhor e maior é a dose de poesia,
                                                       amém!

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