nas trevas
aranhas como senhoras mui dedicadas
tricotam suas teias
tagarelando sem voz
umas com as outras
sobre o destino iminente
de cada homem e mulher
do planeta.
as aranhas tramam
tramam tramam
tricotam e tecem
sobretudo quando anoitece
porque é quando homem adormece
que elas sorriem e aparecem
com seus muitos olhos
com suas várias pernas
com as muitas coisas que
se movem dentro da escuridão.
menos os muitos móveis
dentro dos muitos imóveis
que nunca se movem
mesmo ao mais triste dos prantos.

as aranhas sorriem nos seus cantos
sinfonizando suas teias
até mesmo nas cadeiras
esquecidas por sobre as areias.

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