(XXI) Na manhã do hoje Andando pela rua Vi um casal a andar Enxerguei aquele belo par Tal par causa inveja em Muitas pessoas... Aqueles dois não causam Invejam por andarem, simplesmente, juntos Na verdade eles causam inveja por serem até Mais lindos do que quaisquer auroras Já que aquele par: De olhos São auroras boreais (Mais cedo vira outra bela dona dentro do ônibus, sentada e centrada na droga de um aparelho celular, não obstante, ela também portava um par de auroras boreais.) SARÇA, dos Silva e Santos
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Mostrando postagens de junho, 2013
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(XXI) Há dias que a Poesia vem tão forte que Eu não me 'guento e como um soco (FORTE) Ela me acerta, vou ao chão como uma Semente jogada ao solo, felizmente; Do solo eu saio, eu rebento, e como se eu Fosse atirado do Firmamento, com tão Profundas raízes que homem nenhum Pode alcançar neste mundo vou crescendo Neste tempo que já é o tempo da (grande) Volta As guerras já começaram as nações não Revoltam-se contra outras nações, elas Rebelam-se contra si mesmas, mas Há de vir o tempo que qual outrora Lançar-se-ão umas contra as outras Entretanto tal tempo, ser-se-á pior que O de antanho, os homens verão o céu No chão assolado por nuvens de megatons Nuvens que os mesmos criaram almejando Serem deuses, mas esses não serão mais Do que eternas cinzas no Eterno tempo. MEGATON: Explosão nuclear equivalente à energia de um milhão de toneladas de dinamite ...
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A musa do lagar Levantada qual uma deusa e colocada do lagar Ao som das cordas começou, leda, a dançar Erguendo com candura o vestido, vasta sensualidade, Mesmo sem saber, tirava-me desta realidade. E eu ali a observar aquela musa de verdade Dessas que prendem o poeta em qualquer idade; Colocando-lhes asas no pensar e fazendo-os voar Tão alto que perdem completamente o ar. Sei que nunca entre os meus braços a terei, Aind'assim pelas uvas em vinho esperarei E mesmo novo seja o vinho o beberei. Pois sei que por ele não sentirei desgosto, Toda vez que o beber recordarei seu rosto Já que o vinho que pisou leva um pouco do seu gosto. SARÇA, dos Silva e Santos
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Sangra o céu e o homem O dia amanheceu e eu ali vestido pelas paredes não podia ver o céu Decidi abrir a porta trivialmente Para enxergar o mar azul do céu Porém eu não contava com tal cor: O céu estava num tom hemorrágico Sangrava como o homem na esquina Atingido por uma bala perdida E para aproveitar bem o momento Tornei-me um ser hematófago E bebi daquela manhã por inteiro E depois me tornei um antropófago Para que pudesse comer a carne do Morto da esquina no jornal da manhã. SARÇA, dos Silva e Santos
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(XXI) UMA LOUCURA SÃ O ônibus veio e parou Subi degrau por degrau Quase tomei um susto: no voltante um Motorista louco a soltar frases sem sentido E todos que entravam espantavam-se A cada parada: à entrada de novos passageiros A mesma frase louca soava Depois: sentado, fiquei a contemplar a loucura (idêntica) D'alguns recente chegados passageiros Que não por acaso soltavam A mesma louca frase E o louco não liga para o cansaço Por isso o motorista não cansava Mas (naquele momento) cheguei a conclusão: INFELIZMENTE: À tarde ele tornar-se-á são; Entretanto: FELIZMENTE: A aurora voltará amanhã E o motorista foi soltando a frase E só parou quando o Sol Alcançou o meio-dia no relógio Que deixava naquela plena manhã Que soltasse a louca frase (repetidas vezes): BOM DIA! SARÇA dos Silva e Santos